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Cadernos PoesiAlgarve
Timbres Inéditos 1996-1998
Manuel Neto dos Santos



AUTOR: Manuel Neto dos Santos
TÍTULO: Timbres Inéditos 1996-1998
EDITORA: Comunical
Nº DE PÁGINAS: 177


EX


Um grande amor só se avalia bem
Depois de ter partido, e ter ficado
O indulto da traição, e da graveza
Com que sofremos, sós, pondo de lado
A magia que o amor sempre contém
Até que a chama... já não esteja acesa.

Um grande Amor só passa a ser AMOR
Desde que a rima certa seja: DOR




ADEUS

Quem fica sofre, bem sei.
Quem parte... quem saberá?
Por isso a ausência me dá
Vassalo, em lugar de Rei.

Quem fica sofre, que o diga
A ramagem do meu pranto
Que há muito o vento fustiga
E rendilha como o acanto

Quem fica sofre, que a sorte
É melhor para quem parte...
Como não hei-de chorar-te
Se partiste... e sou a Morte


SOBRE ESTE LIVRO:

Esta bela "renda de bilros, cósmica e
suspensa" que é a poesia de Manuel
Neto dos Santos, este frémito de vida
bradado frívolo e mercantil do tempo
que nos cerca, fez-me ver nele o Poeta
irmão da Cega-Rega do Torga, apreciador
do seu canto vivificador
Rogério Silva


A sua poesia é séria, segura, bem
estruturada, prolixa e abrangente.
E mesmo alguma verbosidade que possa,
à primeira vista, ser excessiva, não
o é, contudo, integrando-se com harmonia
no corpo geral do canto. Neto dos Santos
É um algarvio de coração aberto, de onde
brotam, sinceros, os cânticos que a
contemplação apaixonada da sua região
que lhe inspira (leia-se o poema "Algarbe
de Chenchir e Xarajib", que abre o "Arco
de Ferradura da Memória"). E as palavras
não são de mais para exprimir tanta luz,
tanto sol, tanta profusão de cor, tanto
"oiro novo neste poema escaldante".

Fernando Cabrita



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